Arquivo para Abril, 2007

22
Abr
07

E ponto final

“Já pensaram em olhar para o Oeste? Em notar como o Sol se põe? Talvez eu vá para lá em meus devaneios. Em meus sonhos mais lúgrubes e distantes. Buscar um ‘não sei o quê’, ‘não sei para quê’. Difícil isso não? Mas o que não é difícil nessa vida? Então é melhor nem ligar.

Irei para o porto. Embarcarei em um navio cizento, que me levará para as terras do Oeste. Aonde me alimentarei de um maná santo. Não ousarei me despedir. Não quero que as lágrimas caiam. Não sei se vou voltar, nem sei se sobreviverei à longa viagem. Dizem até que ao chegar no horizonte, cairei em um precipício sem fim. Isso, se eu chegar até lá. Poderei ser devorado pelas feras. Ou ser dizimado pela ira de Poseidon.”

Grimoire – A Barca do Silêncio (Livro III)

Estou chegando ao fim de uma jornada. Sim, estou chegando ao fim. Agradeço imensamente aos meus amigos que me proporcionaram tudo isso. Acima, contemplem um trecho do terceiro livro.

É duro olhar para trás e ver que acabou. De certo forma um alívio, mas com resíquios de saudade.

Lembrando, que entregarei tudo nas datas que foram combinadas. Então, nem pense em insistir. Estarei em breve, iniciando meu segundo projeto. Este um pouco diferente. Mas isso não é assunto para o momento.

Apenas felicidade,

Bruno

22
Abr
07

Para o Oeste

Lay down, your sweet and weary head. The night is falling, you have come to journeys end. Sleep now and dream of the ones who came before. They are calling from across the distant shore. Why do you weep? What are these tears upon your face? Soon you will see all of your fears will pass away. Safe in my arms you’re only sleeping. What can you see on the horizon? Why do the white gulls call? Across the sea a pale moon rises. The ships have come to carry you home. And all will turn to silver glass. A light on the water all Souls pass. Hope fades into the world of night. Through shadows falling out of memory and time d’ont say. We have come now to the end white shores are calling; you and I will meet again and you’ll be here in my arms just sleeping. What can you see on the horizon? Why do the white gulls call? Across the sea a pale moon rises, the ships have come to carry you home. And all will turn to silver glass.a light on the water. Grey ships pass; Into the West…

——-

Descanse sua doce e fatigada cabeça. A noite está caindo você chegou ao fim da jornada. Durma agora, e sonhe com aqueles vieram antes. Eles estão achamando do outro lado, da praia distante. Por que chora? O que são essas lágrimas sobre sua face? Logo você verá todos os seus temores irem embora, seguro em meus braços você está apenas dormindo. O que você pode ver no horizonte? Por que as gaivotas brancas gritam? Além do mar uma pálida lua se eleva. Os navios vieram para te levar para casa. E tudo se tornará, em vidro prateado; uma luz na água. Todas as almas passaram. Esperança desvanece-se dentro do mundo da noite, através de sombras caindo
fora da memória e do tempo. Não diga “Nós chegamos ao fim.” Praias brancas estão chamando, nos encontraremos novamente; e você, vai estar aqui nos meus braços, apenas dormindo. O que você pode ver no horizonte? Por que as gaivotas brancas gritam? Além do mar uma pálida lua se eleva. Os navios vieram para te levar para casa. E tudo se tornará em vidro prateado, uma luz na água. Navios cinzentos passam; Para o Oeste…

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Sem mais para o momento. Peço que aguardem. Logo há de vir algo grande. Não se esqueçam de prestar bastante atenção neste texto. Nas entrelinhas. Acima o original em inglês; logo abaixo a tradução.

Bruno

13
Abr
07

Ventos de Outono

O céu não está tão azul. Meus pensamentos são levados pelo doce vento de outono, a apenas um destino. As nuvens, ao meu ver, formam apenas uma única cena.

Sou um conformado. Matei minhas esperanças, agora sigo em frente. Hoje, comecei a semear um novo campo. Acho que todos nós devemos nos arriscar. Afinal, uma vida sem risco, é uma vida sem graça. Meu coração confirma.

Aqui, as folhas não secam e caem. Continuam de uma verde vivo e vislumbrante. Mas, são balançadas por um novo vento. Um vento que assopra de um novo rumo, aquecendo os corações, os amores e o desespero. Sim, o desespero. Dizem, os mais antigos, que o vento dos desesperados, é o vento do amor. Ele traz uma paixão ilógica (ilógica para nós), ao coração. O desesperado se apaixona por uma situação insolúvel, irreversível.

Antes do Sol se tornar pino, o céu se encontra na mais nítida limpidez. Após atingir seu meridiano, nuvens obscuras e ameaçadoras tomam lugar ao horizonte. Uma das marcas do vento de outono. Inicia forte e belo, termina como um brisa, prestes a se cessar. Um olhar esguio e despreuculpado pela janela me revela um ninho de pombos.

Mais uma vez, aqui estou a falar deles. Os pássaros. Não é que são relamente livres? Não possuem as amarras da dor. Não possuem as amarras do sentimento e do amor erídico. Apenas a obrigação de voar pelas manhãs e cantar anunciando um novo dia.

Ah! Como queria que não houvesse os ventos de outono. Não sofrería tanto, com os meus pensamentos levados por ele. Sería mais feliz. Conseguiria aprisioná-los em uma caixa de metal, mas não, o vento não deixa. Mas existem os prós. Os ventos conseguem tanto levar, quanto trazer-nos as coisas. Assim, da mesma forma que o vento leva meus pensamento, ele me traz uma flor. Uma flor que veio de uma terra distânte, voando até mim, até minhas mãos. Não posso plantá-la por enquanto. Seu perfume ainda me enebria, me deixando incapacitado de fazer qualquer ação. Como as coisas são…

Bruno

13
Abr
07

Gênios e Santos

Quem sabe seríamos gênios? Conhecedores de uma verdade absoluta, capaz de realizar com perfeição, a arte de viver. Possuidores de uma grande capacidade, a capacidade de amar. As vezes desperdiçada, por medo de se arriscar, de se querer.

Seríamos mestres? Seríamos detentores de uma alquimía hermética, aonde por infusões, misturas e soluções; eternizaríamos um ouro? Um ouro, que as vezes, é de tolos.

Sim, apesar de gênios, somos tolos. Burros, incompetentes, incoseqüentes, retardados, inéptos. Não enxergamos a solução à nossa frente. Preferimos a máscara, do quem a carrega. Escolhe-se o reflexo corpóreo, do que o reflexo da alma. Esquece-se que as amarras da vida se encontram com os braços que afagam sem pensar.

As vezes adormecemos nossa genialidade. Alguns são incapazes de fazê-la acordar novamente. Vivem como uma insípida comédia, a loucura torna-se lógica, como um elogio à morbidade.

Nem toda genialidade nos basta. O querer aprender mais, o querer ser mais genial possível. Isso nos leva adiante, além. Arriscamo-nos em bibliotecas de infinitas obras, algumas empoeiradas, outras cheias de traças, outras com letras apagadas e distorcidas.

As vezes somos além de gênios, santos. Portadores de uma luz aurea, oposta à macula que aflinge o homem. Tentamos purificar nossas ações, apesar de tarde, muito tarde.

Tarde, tarde como o pio da cotovia. Santos são errados. São errados por serem santos, por não possuirem a capacidade do erro. Por não falharem. Não são capazes de se arrepender, de derramar lágrimas por ações inconceqüentes. Não são capazes de serem humanos, semelhança divina.

O maior erro de um homem, é querer ser santo. Querer ser um deles, é renegar sua humanidade, renegar sua genialidade. O homem que perde sua genialidade, é um homem fadado ao acerto absoluto, aonde não há de errar jamais. Um pouco de santidade, não mata ninguém. Mas ela em excesso…

Genialidade e santidade. Sim, loucura.

Bruno

13
Abr
07

Uma questão a se pensar

Imaginemos que não houvesse um amanhã. Hoje, é o último dia de sua vida. O que você faría? Você tem exatamente vinte e quatro horas para fazer tudo o que quer. Após estas vinte e quatro horas, c’est fine.

Alguns responderiam que entrariam em desespero. Chorariam todas as lágrimas possíves e se recolheriam afim de escolher a melhor roupa para o trágico fim.

Alguns saqueariam várias locais, depredariam várias coisas e gritariam bem alto para o mundo. Fariam o proibido, o imoral. Afinal, é o fim.

Alguns pediriam perdão por tudo. Rezariam piamente, afim de conseguir pelo menos, um lugarzinho no purgatório, com vista para o paraíso.

Alguns se declarariam para a mulher amada. Dariam um último adeus sincero com um beijo demorado e cinematográfico. Consumariam seu amor até o último momento.

Alguns escreveriam uma carta de despedida, falando a cada um de forma suncita e verdadeira. Afinal, são muitas coisas para se fazer em apenas vinte e quatro horas.

Alguns, mais conformado viveriam um dia normal. Vai acabar mesmo. Então não posso fazer nada.

Alguns mais céticos, também nada fariam. Não acreditariam, ou por medo, ou por cetisísmo mesmo.

Interessante isso. A mesma situação é dada a todos, e cada um, age de uma forma. Aqueles, cuja vida é regada de extremo cotidiano, agem de uma forma já premeditada. Mas sempre existem os bons, aqueles que farão as coisas mais marcantes e mais intensas.

Ao aproximar-se do momento, o sentimento é único. Medo. O que há depois? Apenas um nada? Vivemos tudo e tudo se torna nada? Existiría um recomeço? Existiría um além? Não podemos responder.

Eu, particurlamente, não sei o que faría. Não sei se ficaría louco e deseperado, ou conformado com a dura verdade. Não sei se escrevería uma carta ou me declararía. Não sei nem se acreditaría.

Finalizar algo é duro. Ainda mais quando finalizamos algo que nos apegamos profundamente. Pior ainda, quando temos data marcada, tempo contado.

Gostaría de saber a opinião de vocês. Se hoje, fosse o último dia da vida de vocês, respondam sinceramente, o que vocês fariam?

Bruno

12
Abr
07

Uma voz, uma simples voz. Que merda!

Somos livres para traçar nossos caminhos, para realizar nossas ações. Cada um tem o direito de seguir sua própria conciência e crer naquilo que é certo e errado. Mas as vezes (sem querer ser chato, na maioria delas), nós não sabemos escolher direito. Não sabemos decidir, julgar ou pesar.

Aprendemos muitos com os erros. Errar é humano. Persistir no erro é burrice. É valido tropeçar nas mesmas pedras? É valido derramar o mesmo sangue, as mesmas lágrimas? É valido sofrer a mesma angústia? Acho que não.

As vezes “dou pala”. Sim, me dá votade de escrever sobre assuntos que para mim, no momento são sem nexo. Normalmente, escrevo sobre meu cotidiano, meus amigos, ma sucrée songer. De vez em quando, uma vozinha me fala: “Bruno! Escreve sobre tal coisa hoje!” Hoje, essa vozinha me soprou isso. Disse para escrever sobre erros, sobre quando nós ficamos a persitir no erro.

Errar é bem natural, tão natural, que o ser humano, por já ser algo “aberração”, condena. Não gosto de falar sobre esse assunto. Não porque tenho errado muito, mas é algo que enche. É horrível errar e alguém falar em sua cabeça. Sabemos quando erramos, o arrpendimento já é um belo castigo. O problema maior é quando erramos, e tentamos fazer de novo, mesmo sabendo que isso dará em erro. Então a conciência é desprezada e somente um belo sermão é capaz de curar uma mente dessa (existem casos que uma surra é mais eficaz).

Hoje o sono está grande. A voz não para de me encher o saco (Uhahaha! Eu posso falar, eu tenho!). O texto em minha opinião está uma merda. E é isso.

Tô formulando uma idéia agora, que vai ser muito divertida. Uhahahaha!

O mais legal é quando se tem idéias mirabolantes, sómente ao final de um texto ^ ^

Esse aqui foi mesmo só para calar essa voz. Não sei se serviu a alguém. Mas ta aí!

Felicidades,

Bruno

08
Abr
07

Quem sabe, um dia feliz

Devo desculpas para alguém. Sim, devo. Tenho a capacidade de notar o sentimento mais latente nas pessoas à minha volta. E hoje, notei decepção quanto à minha pessoa. As vezes sou ásperos com as palavras, sem a intenção de sê-lo. Não gosto de magoar as pessoas, ainda mais aquelas que gosto. As vezes erro (quase sempre), mas eu assumo meus erros e tento consertá-los. Perdão. Você me perdoa? Gostaría de saber.

Ando estressado. Muita pressão sobre mim. Muita coisa para ser resolvida, pouco tempo para tudo. Responsabilidades cada vez maiores. Vontade de parar e jogar tudo para o alto. Me sinto só. As pessoas à minha volta estão mais frias. Noto no olhar delas uma tristeza grande, um vazio de alma. Será que também estou assim? Será que perdi o brilho do olhar?

Podería solucionar tudo com um sinísmo exasperado. Podería. Não vou fazê-lo. Enganar a mim mesmo, dizendo que tudo está muito bem… Isso sería me jogar em um abismo de feu. Amargo, escuro e denso.

Meus amigos. Sei que posso contar com eles, mas vejo que os últimos tempos também não estão radiantes para eles. Saimon está preso em um mar de dubialísmo. Criou em volta de sí uma trama de problemas inexistentes. Problemas que lhe criam problemas. De tão pessimista, agora colhe o resultado. Danilo está vago. Sua voz está mais seca, seu olhar menos fixo. Suas ações estão mais vazias. Parece estar tentando fazer algo para fugir. Parece querer ocupar sua mente com outras coisas, mas não está tendo sucesso. Luana está diferente. Não sorri mais. Pelo menos não em minha presença. Seu olhar está cabisbaixo. Não reflete mais como a Lua em céu nú de estrelas. Parece presa em eterna tristeza. E eu, estou de uma forma que não posso definir. Sei que também estou diferente. Mas não vou arriscar-me em cometer o erro de definir esse metarmofose.

A chuva lá fora, junto com essa quantidade de problemas, me deixa depressivo. Me deixa triste. Na verdade faz um mês, um pouco mais, que estou triste. Hoje está sendo apenas mais um dia desses. Não sei a fonte de minha tristeza, acho que tive uma recaída. Temo retornar à batería de remédios. Não quero mais depender de drogas para viver. Quero apenas compreender o que está ocorrendo.

Sería castigo? Um castigo divino pelos meus atos? Mas o que fiz? Heresia? Não sou um devoto fiel, mas sou um fiel devoto. Convicto na crença em Deus e na Deusa.

Quem sabe se desviasse minha mente? Posso me ocupar inteiramente de algo, na esperança de que tudo passe enquanto isso. Meu livro. Um sonho de infância, que aos poucos torna-se realidade. Não tenho inspiração para escrever. Na verdade inspiração não é o problema. Para isso, basta recorrer à minha musa. Até hoje ela nunca falhou e sei, que nunca há de falhar. Como disse uma vez, ma sucrée songer é fonte de eterna inspiração. Falta mesmo é motivação. Isso, não sei como obter.

Gostaría que houvesse comentários para esse texto. Este pelo menos, eu faço questão. Nele expus minha sinceridade. Acho que não deveriam desprezá-la.

Antes de finalizar, gostaría de pedir perdão novamente. Desculpe pelas minhas palavras (meu tom de voz para ser mais exato). As vezes falo sem pensar, mas quando eu faço, faço da boca para fora. Você sabe que te adoro, e que não te desprezo. Jamais.
E também, pedir perdão, desde já, aos meus amigos. Pelo meu comportamento nos últimos tempos. Não irei pedir perdão pelo o que disse no texto. Disse apenas a verdade. Se acha que foi ofendido me procure.

Para todos nós, dias mais alegres. Mais ensolarados. Até chuvosos, para brincarmos na lama e nos molharmos apenas para faltar de aula no outro dia.

Bruno

08
Abr
07

Devo desculpas para alguém. Sim, devo. Tenho a capacidade de notar o sentimento mais latente nas pessoas à minha volta. E hoje, notei decepção quanto à minha pessoa. As vezes sou ásperos com as palavras, sem a intenção de sê-lo. Não gosto de magoar as pessoas, ainda mais aquelas que gosto. As vezes erro (quase sempre), mas eu assumo meus erros e tento consertá-los. Perdão. Você me perdoa? Gostaría de saber.

Ando estressado. Muita pressão sobre mim. Muita coisa para ser resolvida, pouco tempo para tudo. Responsabilidades cada vez maiores. Vontade de parar e jogar tudo para o alto. Me sinto só. As pessoas à minha volta estão mais frias. Noto no olhar delas uma tristeza grande, um vazio de alma. Será que também estou assim? Será que perdi o brilho do olhar?

Podería solucionar tudo com um sinísmo exasperado. Podería. Não vou fazê-lo. Enganar a mim mesmo, dizendo que tudo está muito bem… Isso sería me jogar em um abismo de feu. Amargo, escuro e denso.

Meus amigos. Sei que posso contar com eles, mas vejo que os últimos tempos também não estão radiantes para eles. Saimon está preso em um mar de dubialísmo. Criou em volta de sí uma trama de problemas inexistentes. Problemas que lhe criam problemas. De tão pessimista, agora colhe o resultado. Danilo está vago. Sua voz está mais seca, seu olhar menos fixo. Suas ações estão mais vazias. Parece estar tentando fazer algo para fugir. Parece querer ocupar sua mente com outras coisas, mas não está tendo sucesso. Luana está diferente. Não sorri mais. Pelo menos não em minha presença. Seu olhar está cabisbaixo. Não reflete mais como a Lua em céu nú de estrelas. Parece presa em eterna tristeza. E eu, estou de uma forma que não posso definir. Sei que também estou diferente. Mas não vou arriscar-me em cometer o erro de definir esse metarmofose.

A chuva lá fora, junto com essa quantidade de problemas, me deixa depressivo. Me deixa triste. Na verdade faz um mês, um pouco mais, que estou triste. Hoje está sendo apenas mais um dia desses. Não sei a fonte de minha tristeza, acho que tive uma recaída. Temo retornar à batería de remédios. Não quero mais depender de drogas para viver. Quero apenas compreender o que está ocorrendo.

Sería castigo? Um castigo divino pelos meus atos? Mas o que fiz? Heresia? Não sou um devoto fiel, mas sou um fiel devoto. Convicto na crença em Deus e na Deusa.

Quem sabe se desviasse minha mente? Posso me ocupar inteiramente de algo, na esperança de que tudo passe enquanto isso. Meu livro. Um sonho de infância, que aos poucos torna-se realidade. Não tenho inspiração para escrever. Na verdade inspiração não é o problema. Para isso, basta recorrer à minha musa. Até hoje ela nunca falhou e sei, que nunca há de falhar. Como disse uma vez, ma sucrée songer é fonte de eterna inspiração. Falta mesmo é motivação. Isso, não sei como obter.

Gostaría que houvesse comentários para esse texto. Este pelo menos, eu faço questão. Nele expus minha sinceridade. Acho que não deveriam desprezá-la.

Antes de finalizar, gostaría de pedir perdão novamente. Desculpe pelas minhas palavras (meu tom de voz para ser mais exato). As vezes falo sem pensar, mas quando eu faço, faço da boca para fora. Você sabe que te adoro, e que não te desprezo. Jamais.
E também, pedir perdão, desde já, aos meus amigos. Pelo meu comportamento nos últimos tempos. Não irei pedir perdão pelo o que disse no texto. Disse apenas a verdade. Se acha que foi ofendido me procure.

Para todos nós, dias mais alegres. Mais ensolarados. Até chuvosos, para brincarmos na lama e nos molharmos apenas para faltar de aula no outro dia.

Bruno

07
Abr
07

PARE

Sob os auspícios do ócio, movidos à Coca e Soda, narro a vocês a desventura mais animalêsca…

Pare, a Placa

5 de Abril de 2007

Quatro jóvens se reunem para se divertirem. Sem nenhum objetivo aparente, resolvem assentar-se numa esquina para apreciarem a vida. Degustando o sagrado hidromel negro, um deles, a mente destrutiva e sem noção pronuncia aquela que sería a sentença máxima. “Vamos roubar uma placa?”

6 de Abril de 2007

00:00

Um dos jóvens padece. Sua memória será sempre lembrada. Antes disso os jóvens foram falhos em sua primeira tentativa. Uma placa de ‘Rua Sem Saida’. Estava alto e vunerável demais.

00:30

Os jóvens saem em busca de um novo alto. São perseguidos. Descobrimos que um asmático é capaz de correr mais que um maratonista olímpico quando em perigo.

1:00

Um novo alvo. ‘40Km/h’ Depois de diversas tentaticas de mãos nuas, desistimos. Retornamos para o QG.

2:30

Após o asmático conseguir se recuperar; armamo-nos e seguimos novamente para o alvo.

3:00

Após corrermos de uma nova perseguição, encontramos aquele que sería o alvo perfeito. PARE. Vermelho, lindo.

4:00

Usando apenas de uma tesoura e muita adrenalina, os três jovens conseguem retirar um placa chumbada no chão. Carrega-la por dois quarteirões e meio, desparafusá-la e limpá-la.

7:00

Termina a aventura. Um novo objetivo: Nome de Rua. Quando? Só Deus…

——————————–

As vezes passamos por situações muito legais. Situações que com certeza contaremos a nossos netos. Roubar uma placa, por mais inútil que possa parecer, é algo que todo adolescente já pensou em fazer. Mas poucos tiveram a ociosidade (para não dizer idiotice) de fazer.
Os momentos de tensão, adrenalina e felicidade são incoparáveis. Não fazemos isso pelo vandalismo, nem pelo ato de roubar, apenas porque esse é o efeito de Coca – Cola com Soda Antártica.

Essa é a vida. Momentos marcantes.

Felicidades,

Bruno H. Fernandes”
Viva a Revolução!!!!

03
Abr
07

Um horizonte, afim de ouvir estrelas

Estou a explorar meu novo horizonte. Um horizonte ainda escuro, visto que o sol principia a nascer. As estrelas ainda enfeitam o céu, de um turquesa escuro, plácido. Como a grinalda de uma noiva, prestes a se casar, aonde se reunem esperanças, emoções e medos. Estou com medo. As vezes o sol pode me revelar um horizonte esquálido, seco, sem o verdume da relva, sem os contornos das árvores, sem o brilho e a inquietude do infinito.

Sería pecado falar a verdade? Não culpo ninguém, de forma alguma. O único responsável pelos meus atos sou eu. Porém questiono. Isso jamais deixarei de fazer.

Temo perder uma amizade já conquistada, que a cada nascer de Sol, me cativava ainda mais. Temo perder minha fonte de inspiração eterna. Meu doce sonho. Temo jamais me arriscar em uma troca de olhares, que me gerava confiança e calmaría.

Fui tolo? Não. Não é tolice falar o que você sente. Mesmo que o que você sinta, não seja correspondido pelo mesmo sentimento. Espero somente um abraço sincero. Um abraço de amigos. Quero dialogar, quero me explicar. Apenas. Espero que me seja dada essa chance, sim espero.

Quería as vezes, como o poeta, poder ouvir estrelas. Um conselho astral, que perdura no céu pela eternidade. Uma vez foi me proposto tentar vê-las sobre um outro ângulo. Acho que hoje eu consegui. Consegui ver que tudo pode ser visto por um outro ângulo. Que as vezes atitudes alheias podem decepcionar, mas que se vistas de forma tolerante, podem muito nos ensinar. Percebi como que a ajuda pode ter duas faces. Nem sempre solidariedade vem desacompanhada. Muitas pessoas, nem todas, mesclam ela com retribuição, ou esperança. Isso, chama-se interesse. As vezes um céu nublado pode ser triste, mas em algum lugar, é a única esperança do castigo de um Sol, outrora belo, outrora destruidor. Sim, muito sábias as estrelas.

Não direciono o parágrafo acima a ninguém. Na verdade a todos, para que possam pensar um pouco. Apenas isso.

As vezes me olho no espelho e penso em mudar minha personalidade. Não sei porque. Hoje, ao acompanhar uma missa, depois de muito tempo, caí na real. Uma vez quería ser padre. E se isso continuassem em minha cabeça? Imagine hoje, eu, seminarista. Como sería se vocês não me conhecessem? Como sería a vida de cada um de nós? Estranho, não…

Estranheza é normal. Bom exemplo de antítese. Mas não minto. Hoje em dia, sentimento são maquinados, palavras são ditas apenas por serem ditas. Não existe mais fundamento em clássicos como “Eu te amo”, ou “Amigo”. Sou estranho. Não exito em dizer: “Saimon/Danilo/Luana é um(a) amigo(a) meu(minha).” Considero esses meus verdadeiros amigos, mesmo que não haja entre eles este sentimento e, que um dia, um deles talvez não me considere como um (ou todos). Dizem que além de nossos pais e filhos, nós só lembramos realmente das pessoas que marcaram nossa vida. Posso afirmar, sim, eu lembrarei deles mesmo estando longe, mesmo sabendo que haverá em breve um último adeus.

Antes que esqueça, a tradução: “Sei que a fonte de minha inspiração será eterna… Meu doce sonho…” (se não entendeu, não pergunte-me. Isso foi direcionado a alguém, e essa pessoa sabe que não falei isso atoa.)

Agora voltarei a contemplar meu horizonte. Esperando o Sol nascer e assim ver o que me espera.

Estou chorando. Não faço isso há um tempo. O motivo eu não sei, acho que dei mais um passo no caminho da evolução. Não estou triste. Em felicidade também não me encontro. Conforto. Isso que eu sinto. Conforto. Não completo. Para tal, preciso ainda de um diálogo. Espero tê-lo.

Contemplem as estrelas. Agora, tente vêlas de um outro ângulo…

Felicidades,

Bruno Henrique Fernandes”




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