Estou a explorar meu novo horizonte. Um horizonte ainda escuro, visto que o sol principia a nascer. As estrelas ainda enfeitam o céu, de um turquesa escuro, plácido. Como a grinalda de uma noiva, prestes a se casar, aonde se reunem esperanças, emoções e medos. Estou com medo. As vezes o sol pode me revelar um horizonte esquálido, seco, sem o verdume da relva, sem os contornos das árvores, sem o brilho e a inquietude do infinito.
Sería pecado falar a verdade? Não culpo ninguém, de forma alguma. O único responsável pelos meus atos sou eu. Porém questiono. Isso jamais deixarei de fazer.
Temo perder uma amizade já conquistada, que a cada nascer de Sol, me cativava ainda mais. Temo perder minha fonte de inspiração eterna. Meu doce sonho. Temo jamais me arriscar em uma troca de olhares, que me gerava confiança e calmaría.
Fui tolo? Não. Não é tolice falar o que você sente. Mesmo que o que você sinta, não seja correspondido pelo mesmo sentimento. Espero somente um abraço sincero. Um abraço de amigos. Quero dialogar, quero me explicar. Apenas. Espero que me seja dada essa chance, sim espero.
Quería as vezes, como o poeta, poder ouvir estrelas. Um conselho astral, que perdura no céu pela eternidade. Uma vez foi me proposto tentar vê-las sobre um outro ângulo. Acho que hoje eu consegui. Consegui ver que tudo pode ser visto por um outro ângulo. Que as vezes atitudes alheias podem decepcionar, mas que se vistas de forma tolerante, podem muito nos ensinar. Percebi como que a ajuda pode ter duas faces. Nem sempre solidariedade vem desacompanhada. Muitas pessoas, nem todas, mesclam ela com retribuição, ou esperança. Isso, chama-se interesse. As vezes um céu nublado pode ser triste, mas em algum lugar, é a única esperança do castigo de um Sol, outrora belo, outrora destruidor. Sim, muito sábias as estrelas.
Não direciono o parágrafo acima a ninguém. Na verdade a todos, para que possam pensar um pouco. Apenas isso.
As vezes me olho no espelho e penso em mudar minha personalidade. Não sei porque. Hoje, ao acompanhar uma missa, depois de muito tempo, caí na real. Uma vez quería ser padre. E se isso continuassem em minha cabeça? Imagine hoje, eu, seminarista. Como sería se vocês não me conhecessem? Como sería a vida de cada um de nós? Estranho, não…
Estranheza é normal. Bom exemplo de antítese. Mas não minto. Hoje em dia, sentimento são maquinados, palavras são ditas apenas por serem ditas. Não existe mais fundamento em clássicos como “Eu te amo”, ou “Amigo”. Sou estranho. Não exito em dizer: “Saimon/Danilo/Luana é um(a) amigo(a) meu(minha).” Considero esses meus verdadeiros amigos, mesmo que não haja entre eles este sentimento e, que um dia, um deles talvez não me considere como um (ou todos). Dizem que além de nossos pais e filhos, nós só lembramos realmente das pessoas que marcaram nossa vida. Posso afirmar, sim, eu lembrarei deles mesmo estando longe, mesmo sabendo que haverá em breve um último adeus.
Antes que esqueça, a tradução: “Sei que a fonte de minha inspiração será eterna… Meu doce sonho…” (se não entendeu, não pergunte-me. Isso foi direcionado a alguém, e essa pessoa sabe que não falei isso atoa.)
Agora voltarei a contemplar meu horizonte. Esperando o Sol nascer e assim ver o que me espera.
Estou chorando. Não faço isso há um tempo. O motivo eu não sei, acho que dei mais um passo no caminho da evolução. Não estou triste. Em felicidade também não me encontro. Conforto. Isso que eu sinto. Conforto. Não completo. Para tal, preciso ainda de um diálogo. Espero tê-lo.
Contemplem as estrelas. Agora, tente vêlas de um outro ângulo…
Felicidades,
Bruno Henrique Fernandes”