Arquivo para Junho, 2007

29
Jun
07

Estrelas e Cometas

Estrelas e Cometas

Há pessoas estrelas…Há pessoas cometas. Os cometas passam. Apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam. As estrelas permanecem. Os cometas desaparecem.

Há muita gente cometa. Passam pela vida da gente apenas por instantes. Gente que não prende ninguém e a ninguém se prende. Gente sem amigos. Gente que passa pela vida sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença. Há muita gente cometa. Assim são muitos e muitos artistas. Brilham apenas por instantes nos palcos da vida. E com a mesma rapidez com que aparecem, também desaparecem. Assim são muitos reis e rainhas de todos os tipos. Reis de nações, rainhas de clubes ou concurso de beleza. Assim rapazes e moças que se enamoram e se deixam com a maior facilidade. Assim são pessoas que vivem numa mesma família e que passam pelo outro sem serem presença.

Importante é ser estrela. Estar presente. Marcar presença. Estar junto. Ser luz. Ser calor. Ser vida.

Amigo é estrela. Podem passar os anos, podem surgir distâncias, mas a marca fica no coração. Coração que não quer enamorar-se de cometas que apenas atraem olhares passageiros.

E muitos são cometas por um momento. Passam, a gente bate palma e desaparecem.

Ser cometa é não ser amigo. É ser companheiro por instantes. É explorar sentimentos.
É ser aproveitador das pessoas e das situações. É fazer acreditar e desacreditar ao mesmo tempo. A solidão de muitas pessoas é conseqüência deque não podem contar com ninguém. A solidão é resultado de uma vida cometa. Ninguém fica. Todos passam. E a gente também passa pelos outros.

Há necessidade de criar um mundo de estrelas. Todos os dias poder vê-las e senti-las. Todos os dias poder contar com elas. Todos os dias ver sua luz e calor.

Assim são os amigos. Estrelas na vida da gente. Pode-se contar com eles. Eles são uma presença. São aragem nos momentos de tensão. São luz nos momentos escuros. São pão nos momentos de fraqueza. São segurança nos momentos de desânimo.

Olhando os cometas é bom não sentir-se como eles. Nem desejar prender-se em sua cauda.

Olhando os cometas é bom sentir-se estrela. Marcar presença. Ter vivido e construído uma história pessoal. Ter sido luz para muitos amigos. Ter sido calor para muitos amigos. Ter sido calor para muitos corações.

Ser estrela neste mundo passageiro, neste mundo cheio de pessoas cometas, é um desafio, mas acima de tudo, uma recompensa. É nascer e ter vivido e não apenas existido.

Tenho minhas estrelas. Ainda bem. Adoro ver elas brilharem.

Bruno Henrique Fernandes”

23
Jun
07

Crônica Interior do Amor

Crônica Interior do Amor

Acho que deveria amar um pouco mais. Me apegar mais às pessoas. Sentir seu doce aroma de vida. Deveria abraçar mais, por afeto e carinho. Deveria dar mais beijos, dos estalados aos demorados. Deveria acordar à cada manhã, sem a certeza de uma rotina. Somente a certeza do encontro da pessoa amada.

Quem me dera, a vida ser um pisca pisca. Como Emília a define, um rosário de piscadas. A cada ‘pisco’, um novo dia. E assim vai, eternamente.

Se eu pudesse, faria de minha amada um rainha. Cujo desejos seriam cumpridos um a um, na mais absoluta admiração. Compensaria faltas com o amor. O amor que alimenta e enobrece.

O amor, doce amor. Viveria de amor. Apenas isso. De vento, como dizem os antigos. De caridade, dizem os mais religiosos. E eu, mais boêmio do que de costume, friso, de amor. Apenas de amor. Amor a quem? Ao que? Amor à aquela que a mim quiser.

Seria eu um rômantico? Um louco de paixão? Nego tais comparações. Sou apenas um sincero, um verdadeiro arauto. Pregando o que sinto, a troco de atenção e afago. Mesmo que o segundo não venha.

Me transviar pelas veredas da maldade. Conhecer o amor que destroi. O amor carnal, que se consome pelo toque, pelo sangue. Face escondida do mundo, evitada pelos fracos, desconhecida para mim. Pelo menos acho. Afinal, amo pelo ser, não pelo ter ou aparentar.

Amor, amor, amor. As vezes convertido em insônia. As vezes vertido em lágrimas. Em dor e abandono. Ele resiste. Ele é silêncioso. Ele sofre e só morre, quando não mais a quem amar.

Tolice é para os fracos. Amor é para os fortes. Palavras a mim não bastam. Gestos são cópias. A mim, reservo o olhar. Longe, puro e contemplador. Os tolos apenas falam, e de forma comum fazem. Não sou tolo, sou apenas mais um louco de amor.

Afinal, o por quê de tanto isso? O por quê de falar de amor. Falo, sim, falo, pois assim sou. Um homem que ama, apaixonado. Amor.

Bruno Henrique Fernandes

————————————-

Este texto é um ensaio, escrito para apreciação de alguns professores. Circulou durante alguns dias, em uma lista de discussão. Foi elogiado por professores universitários de todo o país.

Apresentei ele na escola. As críticas foram positivas. De acordo com o professor de literatura ele está em um estilo “fim do romantismo”.

Minha inspiração? Um dia eu revelo. Não sei quando. Um dia.

Espero que tenham gostado.

Felicidades,

Bruno”

10
Jun
07

Um emaranhado de coisas

Se nós somos iluminados pelo Sol, reclamamos do calor. Se o Sol se vai, reclamamos da noite fria. Se a noite é quente, reclamamos também. Interessante como o homem só reclama.

Retiro de meus ombros um peso. Um bom peso. Pelo menos por enquanto. Liderar é uma taréfa árdua. Uma tarefa que não é gratificante. Liderar é penoso, necessário e solitário. Me sinto preparado para tal. Mas há aqueles que não acham. Não discordo deles. Ainda os apoio. Se eles se consideram melhores, passo a frente que eu fico aqui.

Mas sou assim, se for, vai. Mas não volta mais. Dou opotuinidade, não oportunidades. Afinal, liderar deve ser frio. Não deve-se margear, apenas traçar. E claro, agir. Mas o que valhe é a intenção. A minha é das melhores.

Mas isso não é assunto mais pertinente. Pelo menos não para mim. Afinal, decisões são decisões. Dura lex, sed lex. Candidatura renunciada e ponto.

—-

Hoje escutei algo interessante. Dizem que duas mulheres reunidas só falam de homens. Sería verdade? Não é um assunto muito produtivo, devo dizer. Hahahahaha!

Mas a vida continua. Bora pra frente. Tenho mais coisas a resolver e uma pilha de problemas. Mas vamos lá, devagar e sempre. Colocando tudo em seu rumo.

Já estamos quase no meio do ano. Passou rápido. Me lembro como se fosse há alguns dias (não digo ontem, pois minha memória não é tão abstrata assim), do reveillon. As coisas mudam mesmo e passam num piscar de olhos.

Sou fatídico. Minhas palavras as vezes são professias. Acho que poucos se lembram do que falo. Mas esses poucos conseguem dizer: “Não é que ele falou mesmo?” Me lembro de eu ter falado uma coisa muito interessante. Mas que com certeza, não devem se lembrar.

Não vou falar o que é. Lembrem-se vocês.

Hoje, dei graças aos Deuses. Ainda bem que não bebo. É verdade a frase, que quando a bebida entra, a verdade sai. Cuidado. As vezes escutamos o que não devemos. E lembrem-se do que eu falei no início. Oportunidade, não oportunidades.

Mas é isso. Saber escolher, saber caprichar e não titubear.

Felicidades,

Bruno”

10
Jun
07

Saudades…
Saudade é algo interessante. Vem derrepente e dá vontade de sair correndo. Bate lá no fundo, bem no fundo. Dá vonte de chorar, sentar e pensar ou de ficar parado olhando para o vazio.

Só os brasileiros, portuguêses, moçambiquenhos, timorenses e demais sentem saudades. Afinal é uma palavra que só existe em português.

É difícil separar de quem amamos. Ainda mais quando essa pessoa é parte da sua vida. Tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe. As vezes o céu resplandece em seu rosto. Aumentando cada vez mais essa coisa ‘custosa’ chamada de saudade.

Triste. Mas nem sempre. Fotos, vídeos, mensagens; dão um aconchego a mais. A cama, lembra o calor do abraço. O perfume, traz de volta a precensa.

Os dias são contados de forma regressiva. Ver novamente aquele rosto, poder abraçar novamente aquele corpo. Estonteante.

Saudade… E se não pudessemos sentir saudade? Seríamos irracionais. Afinal, é a falta que traz o aperto. É o aperto que aprimora o agir. É o agir que modifica o mundo.

A cada adeus, é uma ferida que se abre. Demora para cicatrizar. Quando tudo está normal, outro adeus. E mais uma ferida. As vezes não tem nem mais espaço, mas as feridas estão lá. O que mantém vivo, é a certeza do retorno. Que a jornada distante, é feita pelo bem e para o bem.

Para saudade, não há remédio. A não ser o esperar pelo retorno. Como olhar um cais. Um horizonte de águas infinitas. O sol se apagando dentro da água e as estrelas, formando lembranças.

Saudade é uma das palavras impronunciáveis. Fazem parte das palavras que deve ser sentidas. Afinal, o amargar de um espírito deve ser forçado. Imprimido e grafado.

Mas não se preucupe, saudade só sente quem ama. Ama de verdade. Saudade é um dos lados do amor.

Bruno”

09
Jun
07

As coisas

As coisas

Nem sempre as coisas são como esperamos. Primeiro pelo fato de não poder realizar o exame da EPCAR. Minha frágil saúde e problemas alérgicos me impossibilitam de realizar o serviço militar. Pois é o que diz o ofício logo pela manhã. Fiz a pretensiosa questão de jogá-lo fora. Afinal, se não deu, não deu. Ah, o dinheiro da inscrição que é bom necas. Quero ele de volta.

Desde ontem estava querendo escrever algo. Faz tempo que não posto. Não tinha nada o que falar. Hoje, em rápido momento com ma sucrée songer, a inspiração surgiu. O melhor, é que ela não me inspira somente nos textos. Me inspira em atitudes. Atitudes que devem ser tomadas com sentimentos.

Devería eu me recluir um pouco? Sumir da face de alguns e refletir sobre os rumos que estou tomando? Acho que sim. Tenho a vontade de fazer como um avestruz. Colocar a cabeça para dentro da terra e ficar lá um pouco. Tenho um pequena quantidade de desejos que preciso realizar, e para isso vou precisar sumir um pouco.

Devo aproveitar agora, que meu PC foi para o saco. Que não tenho que me preucupar com as provas, que minhas responsabilidades estão menores. Afinal, tenho que descançar meus ombros. Um tempo de reclusão, para amadurecer idéias e começar a plantar outras.

Devo pedir conselhos, até ajuda. Não nego minhas dificuldades. As vezes, pela vontade sórdida de olhar para trás, eu me arrependo. Que coisa. Meu coração está pleno novamente, direcionado a outras luzes. A teimosia em olhar para trás, faz ele parar e tropeçar. Tenho que parar de ser teimoso.

Estava analisando meus textos. Mudaram muito. Antes eram declarações. Depois tornaram-se narrações do meu dia a dia. Depois ficaram vãos. Alegorias que faziam sentido para mim. E apenas. Tornaram-se depressivos e frios. Hoje são como diálogos. Simples de leitura e com um pouco de conselhos. Sinto falta das declarações. Um dia devo voltar a fazê-las. Quem sabe em breve, ou daqui vinte anos. O que eu mais acho graça, é que as pessoas não sabem ser como pessoas.

Algumas sabem. São superiores, evoluídas. Sabem que um diálogo resolve tudo, que um sorriso pode ser o melhor dos perdões. Outras não. Se remoem e criam para sí uma montanha. Enquanto tudo é uma pedra. Basta encarar a verdade. Crianças brigam em uma tarde e na próxima manhã, brincam como se nada tivesse acontecido. Bem que podia ser assim. Mas não, as vezes uma das crianças esquece que existem pessoas à sua volta. Bom, é aquela história. O mundo é dos grandes. O resto que coma migalhas.

Vou finalizar esse meu texto por aqui. Ma sucrée songer me insipirou em muitas coisas e a inspiração que ela me presenteou hoje, nem ela sabe como. Mal sabe ela, que posso desvendar olhares e ler mentes.

Felicidades,

Bruno”

04
Jun
07

Flores

Não daria flores. Flores murcham com o tempo. São de um prefume que nos deixam ébrios. Somos levados pela sua delicadeza e deleite raro. Hipnotizados pelo verde de suas folhas e as cores de suas pétalas. Um único ser; masculino e feminino.

Flores são símbolos. Podem representar a paixão avassaladora, mas nunca o amor verdadeiro. O amor verdadeiro não precisa de flores. Para ágape, flores são fúteis. Belas, porém fúteis.

Elas não são o presente ideal. Presentear com flores, é mascarar atitudes. É querer se esconder por detrás de sua beleza com medo de mostrar-se. Presenteie com seu perfume.

Uma vez, eu disse para a Luana, que as rosas são para todos, porém o perfume para alguns. O perfume de uma flor, é a essência de Deus. É o cheiro da pureza. Sendo então, que somente os puros, são capazes de sentir. Aqueles de coração firme e olhar intrigante.

Para mim, ultimemnte, as flores estão chamando atenção. Comecei a cultivá-las, pela mera curiosidade de vê-las crescer. Dizem que um homem deve fazer três coisas em sua vida: escrever um livro, plantar uma árvore e fazer um filho. O Livro já está nos últimos passos. O jardim é o princípio para mim plantar uma árvore. O filho, por enquanto esperemos (apenas treinar).

Um jardim florido plea manhã, complementa um bom dia. Um jardim bem cuidado, atrai borboletas. Borboletas são outros detalhes intrigantes. Mas hoje, não falarei delas.

Agora, vamos fugir um pouco do contexto. As vezes eu me insinuo. Tento falar algo, não diretamente. Tenho medo de parecer frio ou ríspido. Então, me insinuo. Meus textos as vezes são direcionados. São dedicados e embasados em momentos. Tento aconselhar atravéz deles. As vezes tenho êxito, as vezes não. Quero apenas ajudar, mesmo que pouco. Agora, voltemos a falar de flores.

A derradeira missão de um homem é encontrar uma flor, sua flor. Uma flor para ele cuidar, sentir seu perfume, admirar sua beleza e acariciar seu orvalho.

A Rosa Azul das lendas japonesas, ou a flor de fogo dos indígenas. Sería eu um eterno buscador? Sem encontrá-la? Talvez eu encontre o aconchego do túmulo, antes de encontrar o das petálas de uma flor. Acho que não, sou esperançoso.

Enquanto isso, aqui estou, a plantar flores, cultivar um jardim. Aguradando borboletas e o nascer de um novo Sol. De forma, que a cada manhã, eu possa sentir um doce perfume, para embriagar-me de loucura e contemplação. Assim, poderei com as flores, me perder em sonhos…

Bruno”

02
Jun
07

Oh Brother you’re dead…

Morremos um pouco a cada dia. Somos mortos pela incociência alheia, pela verdade dura do mundo.

Tenho dúvidas, a cada dia que se passa, mais dúvidas. Mais e mais. Não serei dramático ou pessimista. Uma fruta podre na cesta, estraga as demais. Apenas, contemplemos o céu.

Even when you’ve been singer in the band
Put another bunch of lies in your head
Oh brother you’re dead
’cause there’s no one
There to keep the pigeons warm
And there’s no one there to shelter you
From out the coming storm

And even when you’ve been singer in the band
Put another bunch of jive in your head
Oh brother you’re dead
’cause there’s no one there
To keep the pigeons warm
And there’s no one there to shelter you
From out the coming storm

So brother can you hear me?
This is not the way i want to live
I’m reaching a point of nothing else to give
To give, to give, to give

And even when you’ve been leader of the world
Put another bunch of lies in your head
Oh brother you’re dead
Cos there’s no one there
To keep the pigeons warm
And there’s no one there to shelter you
From out the coming storm

So brother can you hear me?
This is not the way i want to be
I’m reaching a point of nothing else to see
To see, to see, to see

And even when you’ve been leader of the band
Put another bunch of jive in your head
Oh brother you’re dead
Cos there’s no one there to keep the pigeons warm
And there’s no one there to shelter you
From out the coming storm

So brother can you hear me?
This is not the way i want to live
I’m reaching a point of nothing else to give.

Peço uma força para traduzirem a letra. Valhe à pena.

Bruno”




Tempo

Junho 2007
D S T Q Q S S
« Mai   Jul »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

RSS Assine