Arquivo para Julho, 2007

30
Jul
07

Término

Bom, os dias se arrastam e há muito não me aventuro por aqui.

Aventurar-se. Esta é a nova ordem. Desbravar o infinito que se mostra a seus olhos. Para mim, inicia-se uma nova aventura. Inimaginável, inenarrável. Audível, sensível e única.

Como tenho aprendido! Como as lições da vida se desdobram! Saibam, meus Amigos, jamais hesite. Sempre diga às pessoas certas as coisas certas. Não tenha medo. Parece até facil apenas falar. Mas eu juro, é mais fácil fazer, realizar, acontecer, ser. Faça por onde. A confiança é como um cristal, sei disso. Mas arriscar-se é necessário.

Dos sorrisos dados, quantos são verdadeiros? Dos abraços, quais são os apertados pela emoção? Quantos de nossos olhares falam por sí só?

São essas e outras coisas que estão me fazendo mudar. Meus gostos são outros. Minhas vontades também. Antes não me importava tanto, hoje me importo bastante. Agora sou como Fernão Capelo Gaivota. Antes para mim, o importante era comer. Hoje, é voar. É ir além.

Tenho aprendido que sempre existem aqueles que são contra. Sempre. E com os que são contra tenho aprendido a julgar pela razão. A despreender-me das paixões e lidar com o fato.

——

Distâncias. Quando terrenas eu sempre as subjuguei. Hoje elas me subjugam. Não permitirei. Mesmo que haja um continente além, mesmo que quilômetros sejam milhares, serão para mim apenas alicerces de escala.

Me sentirei um pouco só. Verdade. Com quem implicarei? Com quem dividirei as ansiedades do futuro? Quem há de bater em minha cabeça, pedindo para eu acordar e ajudar com a tarefa de história?

Realmente, me sentirei só…

——

Das férias, restam as lembranças e as fotos. Pois bem, dos acontecimentos mais importantes nestas férias, pelo menos para mim, deixo duas.

—–

Faltando cerca de um mês e meio para a entrega da primeira parte do Livro, não nego que estou um pouco ansioso.

Mas acho que ainda é cedo demais para falarmos sobre ele, então deixarei como está. Vocês curiosos e eu aqui rabiscando nele.

—–

Amanhã inicia-se novamente a labuta. Então finalizo por aqui.

Felicidades,

Bruno Henrique Fernandes”

12
Jul
07

Anúncios (relevantes ou não?)

Alguém que brincar comigo?

Pois bem, só espero que aguardem mais um pouco. Dia 13 de Julho, sexta.

Meu mais novo projeto

Aguardem.

05
Jul
07

Fardos

Fardos

Olho para mim, e vejo o nada. A frieza de um sorriso, se isso é capaz. A falsidade de um olhar. Minhas costas já não suportam o peso. É hora de parar. É hora de dar um passo para o amanhã.

Todos estão sorrindo. Todos estão cantando e eu apenas observo. Todos se abraçam, eu apenas observo. Todos evoluem, eu apenas observo. Acho que não faço parte dessa realidade, desse emaranhado de coisas que é a vida. Não tenho porquê ou causas. Tenho apenas condições e modos. Quem dera eu, ter um sorriso. Mal sabe-se. Um abraço, alguns segundos de conversa e tudo se colore.

Posso não ser interessante. Posso não ter assunto a toda hora. O silêncio faz meu eu. Palavras não podem ser desperdiçadas. Mas tenho sentimentos. Tenho razões para agir. Mesmo que desconhecidas da maioria.

Bate as horas. As horas que marcam, que castigam e que regem. Tudo é tempo, tudo é contado, tudo é regrado. Por que?

Nem sei mais o que falar. Só sei que as costam doem. O peso é muito, o fardo é grande e o desconçolo é maior ainda. Não tenho mais tempo. Tempo. Palavra que antes era castigo, tornou-se alívio e hoje é tormenta. Eterna, dura, tormenta.

Queria apenas dormir aliviado. Apenas poder sorrir antes de um sonho. Mas não posso. Tenho preucupações, tenho deveres, tenho um caminho sinuoso, íngrime e acidentado. O fardo é grande e não me permite sorrir. A não ser aquele sorriso frio, brilhante como o metal, pois é duro e mecânico.

Sinto, é mesmo, hora de parar. De dar as costas para certas faces e verdades.

Mas não será para sempre.

Tenho apenas que descançar, jogar o fardo na estrada e dormir um pouco. Tenho que fechar meus olhos e esquecer as faces. Esquecer os trejeitos, as normalidades.

Depois, quando acordar, poderei ver o Sol nascer novamente. E continuar meu caminho.

Bruno Fernandes

03
Jul
07

Folha – parte 1

Uma folha em branco. É tudo que dispomos. Nela podemos escrever o que quiser. O que quiser mesmo. Desde que não ultrapasse suas margens. Pode escrever dos dois lados. Uma única folha em branco.

Pense um pouco, o que você faría?

Continua…

03
Jul
07

Frio

Frio

Está frio aqui. Olho pela janela e vejo a mesma lua brilhante de tempos magnos. A mesma lua que acalenta os sonhos dos enamorados. Venta. Um vento de solidão. Um vento que antes era de boas novas e fazia me lembrar como foi bom o dia de hoje. Hoje. Hoje não. Hoje nada está “tudo bom”.

Será que ainda chove? Será que poderei sentir tudo novamente? A cada dia vejo tudo ficar vez e vez mais distante. Louco é aquele que crê no fim. Afinal, Fernando Sabino, em sabedoría plena, decretava: Tudo acaba bem, se não acabou, é porque não chegou ao final.

Já presenciei céu azul, sol nascendo, sol morrendo, sorriso de tarde, alegria de viver, vontade de crescer. Tudo. Tudo. Tudo. Nada.

Quero apenas um passo. Um único passo. Para onde? Nem sei…

As vezes penso que morro a cada dia. Que devería me distanciar das pessoas e vê-las apenas quando estiverem felizes, em oportunos momentos de surpresa. Assim, não cansariam de meu rosto marcado e feio. Mas uma parte de mim pede para ser presente, jamais faltar. Estar a cada momento. A cada segundo. Um prego na parede.

Faz frio…

Queria apenas um abraço. Daqueles apertados. Alguém? Pareço criança. Mesmo não sendo, mesmo no fundo nem querendo. Pareço criança.

Por hoje chega. Sou vão demais. Sou retardado. Não sei nem o que faço.

Nem sei… Pra que saber? Só uma coisa. Faz frio aqui.




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