Arquivo para Agosto, 2007

30
Ago
07

Um último adeus

Agradeço a todos que acompanharam esse blog durante este um ano e meio.

Decidi deixá-lo intacto, como uma lembrança de dias melhores. Não vou excluí-lo, há boas recordações aqui. Mas não vou mais postar nele.

Foram 91 postagens (com essa) que gostei muito. Mas agora é hora de parar. Minha fonte secou, a inspiração infelizmente acabou. Se um dia ela voltar, vou preservá-la para usar em momento mais oportuno.

Devo começar um novo blog, mas com mais sobriedade.

Aos meus leitores, obrigado e felicidade.

21
Ago
07

Futilidade, idéias, recordações e uma péssima capacidade em se criar títulos.

Hoje me senti com a fútil vontade de escrever aqui. O melhor, a verdade pior, é que não tenho o que escrever. À medida que essas palavras tomam forma, rezo para que a doce inspiração surja. Mas já chego à quarta frase e nada dela vir. Acho que isto é apenas mais uma das facetas do cotidiano; vontade de mudar.

Não tenho ficado satisfeito com meus textos, é essa a verdade. Publico alguns pelo simples motivo de que se eu não publicar, o Blog é desativado. Falta-me opiniões. Afinal, não sei se estou agradando, ou apenas enchendo o espaço em seu monitor.

Antes havia uma motivação muito grande para escrever. Hoje, em momentos de divagação de niilismo, quase me arrependo de ter dado início a essa empreitada maluca. Mas eu sei, que mesmo com essas pitadas de realismo pessimistas e culpista, nada foi em vão.

Afinal, fiz tudo de coração. Não faltei com a verdade em momento algum. Procurei falar aquilo que me vinha, em diferentes doses, meios e afins. Descobri o quão poderosa é minha musa. Esta inclusive, cuja identidade está preservada em meus sentimentos, recebeu um carinhoso apelido. Ma sucrée songer. Meu doce sonho. Já inclusive, me apaixonei perdidamente por ela. Hoje ví que tudo não passava de euforia. A euforía de descobrir que há algo por detrás de um sorriso. Ma sucrée songer c’est ma amie. Ma trés cherie amie. E só revelo quem é ela, quando ela quiser.

(Parem de chutar nomes, por favor! Não, vocês não a conhecem!)

Já falei de tanta coisa, coisas que hoje não consigo falar com o mesmo ardor de outrora. Me falta chão e também saúde. Mas o mais importante para mim é o primeiro. Afinal, quais caminhos trilharei? As vezes é bom se mergulhar em nostalgia, reabre algumas feridas. Um masoquismo de contemplação. Aprendizado duro e necessário.

Mas ainda estou aqui, a buscar inspirição e nada dela se apresentar. É tarde para os pássaros e já está escuro para visualizar o horizonte. Estou só e não tenho feito nada mais do que estudar. Difícil, não? Quem sabe posso falar de música? Na verdade melhor não. Minha música não está em um momento muito bom.

Estou parecendo pessimista hoje (só hoje?). Mas é que, sei lá, tanta coisa. Mas se for parar e contar, dá pouca. Tô até começando a escrever sem sentido olha.

Meu projetos Contos foi praticamente sabotado. Ficou cerca de quinze minutos no ar, até ser retirado e taxado de plágio. Não sou obrigado a conhecer o submundo dos blogs portuguêses. Um dia quem sabe eu recomece-o. Esperarei a raiva passar.

Mas acho que já escrevi o que tinha que ser escrito hoje. Pela milésima vez me veio a idéia de acabar com isso tudo. Mas minha mente me alertou que daqui alguns mêses, eu não exitaría em começar tudo de novo. Deixemos como está.

Gostaría apenas de mais opinião. Apenas. E também de umas idéias. De boa, umas idéias iam ser da hora. De boa mesmo! Nó! Que isso!

(pausa para reflexão do momento “adolescente entusiasmado” de Bruno. Não se assustem e nem dêem comida aos macacos.)

(não descarte a idéia de dar idéias)

(comerciais)

(isso aqui já tá ficando chato)

Pois bem, melhor eu terminar isso.

Felicidades,

Bruno”

12
Ago
07

Cordões

“Depois de alguns suspiros da Natureza, a Estrela congelou e os animais inteligentes morreram.”
Nietzche

Tenho pensado muito em meus atos. Nos meus trejeitos. Me sinto fora da realidade as vezes. Não me vejo como sou. Seria isso uns dos milhares de Mal Personagem Grego da Psicologia?

Estava fazendo um brincadeira aqui. Chama-se “e se?”.

Por exemplo, e se eu não tivesse ido numa sexta à noite na banda e resolvesse aprender tocar sax?

E se eu não tivesse ido ao Polivalente naquela quarta de manhã para palestrar sobre o Interact?

Como seria minha vida hoje?

O que eu seria agora, o que eu estaria fazendo agora?

Estranho pensar dessa forma. Parece colocar sob culpa e razão cada ato nosso. De fato a vida já se encarrega disso. É penoso demais pensar de forma puramente niilista.

Acredito que cada vida é um cordão colorido. Nossos cordões se cruzam com outros cordões a cada momento. Porém existem cordões que ao cruzarem dão nós. Esses nós são podem ser frouxos ou apertados. Alguns, especiais, são até cegos.

Vamos brincar comigo. E se…

E se tudo aquilo que eu descrevi acima não tivesse acontecido? O que vocês acham que estaríam fazendo agora? Como seria a vida de vocês?

Me respondam, aí podemos passar para a segunda parte da brincadeira. É claro que tem uma segunda parte. Se não tivesse não teria graça.

Vamos lá, quero todo mundo brincando.

Felicidades,

Bruno”




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