Arquivo do mês: abril 2022

Do que sentimos e não podemos dizer

Todos me contam, num olhar de acônito, como se eu estivesse errado, que um dia vai passar. Do que hoje é memória lúgubre amanhã é memória ferial. E que chega um tempo, que não sei qual o tempo, nem memória … Continuar lendo

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Cinza

Tem dias que são mais preguiçosos, por arrastarem consigo sentimentos que insistimos em afastar. Talvez como uma mexa de cabelo insistente, ou a inoportuna coceira de um pernilongo voraz, acabamos por nos acostumar com a situação e ela segue existindo, … Continuar lendo

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Das cartas que escrevi

Houve um tempo em que escrevi cartas. Melhor: houve um tempo em que eu mandava as cartas que escrevo. Carreguei, como num embornal, esperanças e sentimentos que nunca viram a vida fora do papel. Ali nasceram e morreram e jamais … Continuar lendo

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Da fuga que fazemos de nós

Diante de um espelho oxidado, com um barbeador barato, desnudo em um banho frio, num banheiro apertado e fétido. Envolto com as diversas incertezas que a vida me deu, em troca das certezas vacilantes, como num escambo injusto. Não sou … Continuar lendo

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