O mundo existe dentro de você

Meu bem, não chore
Agora nem tem mais o que fazer
Respire fundo
Com calma tudo vai acontecer
As ondas seguem indo e vindo
Mesmo se você não vê
As grandes dúvidas desaparecem
Quando o Sol aparecer
Meu bem, não chore
Você já é o que queria ser
Respire fundo
O mundo existe dentro de você
O céu está sempre estrelado
Mesmo se você não vê
As grandes dúvidas desaparecem
Quando o Sol aparecer

A vida tem daquelas coisas que acontecem e nos deixam sem rumo, atordoados. Passar por esses momentos não é fácil e exige de nós um desprendimento muito grande, às vezes do passado, da posse e até do sentimento – arredio ou bravio – que encastela dentro de nós. Tem vezes que encontramos algo que nos fala forte, como um texto, um filme ou um disco. Dessa vez Tim Bernardes falou alto pro meu coração com seu Mil Coisas Invisíveis. Parece que para ele, o que se passa aqui dentro, nem é tão invisível assim.

Eu queria falar de cada uma das faixas, mas não sou crítico musical, e a posse que fiz da obra é muito mais no campo emocional do que no racional. Não conseguiria falar sem esbarrar nas coisas que ainda ardem aqui dentro do meu peito e que me tomam de assalto. E, confesso, estou cansado. Rogo para o dia que tudo aqui dentro se abrande e eu possa – não sem cicatrizes, claro – seguir minha vida adiante. Por enquanto eu vivo entre limites e na busca por tentar entender. Ainda despreparado para qualquer salto, com medo da possível queda que eu possa ter.

Mas de tudo, o que me tocou mais forte foi a última faixa: Mesmo Se Você Não Vê.

Me soou como um alento, uma ponta de esperança como a própria canção diz “quando o Sol aparecer”. Uma grata surpresa que devo ter ouvido algo como duas dezenas de vezes (coisas do Asperger). Estou tentando respirar fundo, na tentativa das grandes dúvidas desaparecerem e buscando o mundo que existe dentro de mim.

“O céu está sempre estrelado, mesmo se você não vê.”

Sobre Bruno Henrique Fernandes

Nasci em Formiga, interior de Minas Gerais, em 1991. Filho de um lar de pais amorosos, preocupados e incentivadores. Em minha adolescência pude participar de vários grupos e organizações, tendo destaque o Interact Club e a Ordem DeMolay. Sou graduado em História pela Universidade Federal de São João del-Rei e atualmente faço meu mestrado, também em História, pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Trabalho como servidor público, Técnico Administrativo em Educação, na UFSJ desde 2009, tendo exercido a maior parte das minhas funções na área acadêmica. No campo da História meus interesses perpassam pelas sociabilidades ilustradas, religiosas e esotéricas. Minha pesquisa de Mestrado foca em compreender a Questão Religiosa, conflito entre maçonaria e igreja católica no Brasil no final do século XIX, através dos periódicos, levando em consideração a província de Minas Gerais. Tenho desenvolvido estudos sobre a historiografia maçônica e de algumas organizações que se instalaram no Brasil nas primeiras décadas do século XX. Sou Umbandista, praticante de Umbanda Omolokô. Sou filho de Xangô e Iemanjá, do Ilê Axé Omolokô Ti Oxóssi Ogbani. Entendo a Umbanda como o culto à minha ancestralidade e ao sagrado que vive em cada um de nós. Xangô é o fogo que alimenta meu espírito e Iemanjá é a água que sacia a minha sede.
Esse post foi publicado em O Mundo de Bruno e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s